quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Impacto da morte de Elis Regina ainda não foi totalmente avaliado
Vazio deixado por ela dá conta de seu talento e do fato de que não devia ser fácil carregar tanta dor na voz
Já se vão 30 anos sem Elis Regina, e ela permanece sendo um assunto apaixonante, delicado, perturbador para o Brasil. Sua morte precoce, em janeiro de 1982, foi um divisor de águas que traumatizou todo um país, de impacto até hoje apenas parcialmente avaliado.
Em termos mais amplos, o trauma antecipou em alguns anos a derrocada oficial da ditadura militar, num arco esquisito que se fecharia em 1989, com as primeiras eleições presidenciais diretas desde 1955 e a morte de Nara Leão, outra cantora-símbolo do Brasil que deixava vagarosamente de existir. Para a chamada música popular brasileira, a morte de Elis significaria a extinção de um paradigma heroico que não se renovaria mais, mas de que muitos sentem até hoje saudades algo mórbidas.
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